A primeira ecobarreira instalada em Porto Velho já retirou aproximadamente 50 quilos de resíduos do igarapé Belmont. A informação foi divulgada pela Prefeitura de Porto Velho em 24 de outubro de 2026, quando a estrutura completou quase um mês de funcionamento.
Entre os materiais recolhidos estão garrafas PET e outros resíduos descartados no curso d’água. Depois da retirada, os materiais foram encaminhados para a cooperativa Cata Norte, localizada na região da Vila Princesa, onde devem seguir para a cadeia de reciclagem.
A iniciativa conecta duas frentes de cuidado ambiental em Porto Velho: a contenção de resíduos em um igarapé urbano e a destinação de materiais recicláveis por meio do trabalho de uma cooperativa. Com isso, a ação busca evitar que parte do lixo permaneça no curso d’água e avance para outros trechos da rede de drenagem.
Como funciona a ecobarreira no igarapé Belmont
A ecobarreira é uma estrutura instalada no curso d’água para ajudar a reter resíduos que estejam sendo carregados pela correnteza. No caso do igarapé Belmont, a prefeitura informou que o equipamento permitiu a retirada de garrafas PET e de outros materiais acumulados durante o período inicial de operação.
A coleta não elimina a origem do problema, que está relacionada ao descarte inadequado de resíduos. A função da barreira é conter parte desse material antes que ele continue pelo igarapé. Por isso, a limpeza do curso d’água e a manutenção da estrutura precisam ser acompanhadas de atitudes corretas por parte da população.
O resultado divulgado pela administração municipal representa o volume recolhido em quase um mês de funcionamento. A quantidade mostra que ainda existe material descartado ou transportado até o igarapé, mas não permite medir, isoladamente, o total de resíduos que chega à rede de drenagem urbana de Porto Velho.
Materiais serão destinados à reciclagem
Após serem retirados do Belmont, os resíduos foram enviados à Cata Norte, cooperativa situada na região da Vila Princesa. As garrafas PET e os demais materiais com possibilidade de reaproveitamento devem ser direcionados à cadeia de reciclagem, em vez de permanecerem no ambiente ou serem descartados junto com rejeitos.
A participação da cooperativa amplia o alcance da medida. Além de retirar resíduos do igarapé, a ação cria uma ligação entre a limpeza urbana e a separação de materiais recicláveis. O encaminhamento adequado depende, porém, da identificação, da coleta e da triagem dos itens que podem voltar ao ciclo produtivo.
Para os moradores, a destinação dos resíduos recolhidos também ajuda a evidenciar que o lixo jogado nas ruas, terrenos e margens de cursos d’água pode alcançar os igarapés. Garrafas plásticas e outros objetos descartados de forma irregular podem ser levados pela chuva ou pela própria movimentação da água, dificultando a limpeza e aumentando a presença de materiais no ambiente.
Medida reforça desafio da limpeza urbana
O igarapé Belmont está inserido no espaço urbano de Porto Velho, onde a conservação dos cursos d’água depende de ações públicas e da colaboração dos moradores. A instalação da ecobarreira oferece uma resposta localizada para a retenção de resíduos, mas não substitui a redução do descarte irregular nem o cuidado com o acondicionamento do lixo.
A divulgação da prefeitura também chama atenção para a necessidade de manter os resíduos fora dos sistemas de drenagem. O descarte correto, a separação dos recicláveis e o encaminhamento para pontos ou organizações responsáveis podem reduzir a quantidade de materiais que chega aos igarapés.
De acordo com a Prefeitura de Porto Velho, a primeira ecobarreira do município segue associada ao trabalho de retirada e destinação dos resíduos encontrados no Belmont. A experiência inicial poderá servir como referência para o acompanhamento das condições do curso d’água e para a avaliação de novas medidas de limpeza e preservação ambiental na capital de Rondônia.
