Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, destaca que as parcerias público-privadas na construção civil representam um modelo de gestão essencial para viabilizar projetos de infraestrutura que o Estado, sozinho, muitas vezes não consegue custear.
Essa modalidade de contrato permite que o capital privado e a expertise técnica das construtoras acelerem o desenvolvimento do país. Continue a leitura para entender como essa colaboração estratégica molda o futuro da engenharia nacional e atrai novos investimentos.
Como o amadurecimento das concessões e parcerias está transformando o ambiente de investimentos no Brasil?
O cenário das concessões e parcerias no Brasil amadureceu significativamente nos últimos anos, criando um ambiente mais seguro para investidores e empresas de engenharia. De acordo com o ex-presidente da OAS Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, as parcerias permitem a construção de hospitais, escolas, rodovias e sistemas de saneamento com um padrão de qualidade superior e cronogramas mais previsíveis.
A transferência da gestão e da manutenção para o ente privado garante que o ativo construído não sofra com a deterioração precoce, uma vez que a remuneração da concessionária está diretamente ligada à performance e à disponibilidade do serviço. Esse modelo foca no ciclo de vida completo do empreendimento, priorizando a durabilidade e a eficiência operacional. Além disso, a viabilidade dessas parcerias depende de um arcabouço jurídico sólido e de uma repartição equilibrada de responsabilidades entre as partes envolvidas.
Quais são as oportunidades reais nas parcerias público-privadas na construção civil?
A principal oportunidade reside na capacidade de entregar obras complexas com tecnologia de ponta que o setor público teria dificuldade em implementar de forma isolada. Segundo o CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, as empresas privadas trazem métodos construtivos inovadores e sistemas de gestão digital que aumentam a produtividade no canteiro.

Além disso, essas parcerias abrem espaço para a modernização de ativos obsoletos, transformando estruturas antigas em centros de serviço eficientes e modernos. O capital privado permite que o governo direcione seus recursos para outras áreas sociais urgentes, enquanto o mercado de engenharia executa a infraestrutura física necessária ao progresso.
Como superar os desafios regulatórios desse modelo de negócio?
O maior desafio para o sucesso das parcerias público-privadas está na construção de um ambiente com segurança jurídica, previsibilidade regulatória e equilíbrio econômico-financeiro sustentável ao longo dos contratos. Conforme destaca a liderança da empresa do Grupo André Guimarães, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, oscilações macroeconômicas e alterações legislativas podem impactar diretamente a rentabilidade de projetos de longa duração. Por isso, é indispensável que a engenharia e a gestão trabalhem com análises de risco detalhadas, planejamento técnico rigoroso e margens operacionais bem definidas desde a fase de licitação. Além disso, reduzir entraves burocráticos e fortalecer o alinhamento técnico entre órgãos reguladores e o mercado é essencial para manter a atratividade dos investimentos.
Para garantir que essas parcerias sejam eficientes e tragam benefícios concretos para a população, é necessário adotar processos transparentes de fiscalização, monitoramento e conformidade técnica. Estruturação de editais com matrizes de risco claras, garantias financeiras robustas, manutenção preventiva e uso de tecnologias de auditoria em tempo real estão entre os principais fatores que fortalecem a execução dos projetos. O alinhamento constante com metas de desenvolvimento sustentável também amplia o impacto positivo das obras para estados e municípios. Dessa forma, as parcerias público-privadas consolidam-se como instrumentos estratégicos para modernizar a infraestrutura nacional, unindo planejamento público e eficiência operacional da iniciativa privada.
Fortalecimento dos laços entre setor público e construtoras é essencial para reduzir o déficit de infraestrutura no Brasil
O fortalecimento dos laços entre o setor público e as construtoras privadas é a base para superar o déficit histórico de infraestrutura no Brasil. Como resume o CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a engenharia é a ferramenta de transformação que torna essas parcerias realidade.
Ao investirmos em modelos de negócio que privilegiam a competência técnica e a transparência, garantimos que o progresso não seja apenas físico, mas também social e econômico. O futuro da construção civil brasileira depende dessa cooperação mútua para construir um legado de eficiência, segurança e inovação para as gerações vindouras.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
