Pesquisas consolidam o senador do PL na frente, mas disputa com Adailton Fúria e Hildon Chaves ainda tem margem para reviravolta até outubro
A corrida pelo Palácio Getúlio Vargas em 2026 tem um nome que se destaca nas pesquisas, mas longe do suficiente para encerrar o debate. O senador Marcos Rogério, do Partido Liberal, aparece como líder isolado nas principais sondagens realizadas em Rondônia ao longo do primeiro semestre. A última pesquisa do Instituto Veritá, divulgada em maio de 2026, registrou 42,5% das intenções de voto em seu favor, com 1.220 entrevistados e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 02673/26.
Esse resultado representa um salto relevante em relação à primeira pesquisa do mesmo instituto, realizada em março, quando Rogério aparecia com 31,8%, mas dividia o cenário com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes. Com Léo fora da disputa ao governo estadual, o espaço que ele ocupava foi absorvido de forma desigual entre os concorrentes que permanecem na corrida.
Como está o tabuleiro da disputa
Em segundo lugar, o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, do PSD, aparece com 22,2% das intenções de voto na pesquisa Veritá de maio. Logo atrás vem Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho filiado ao PSDB, com 21,7%. Os outros candidatos testados, Samuel Costa (PSB), Expedito Netto (PT) e Pedro Abib (MDB), somados não passaram de 13%.
O pré-candidato Marcos Rogério foi lançado oficialmente em março de 2026, durante evento do PL em Ji-Paraná, com a presença de Flávio Bolsonaro. Na ocasião, o partido também confirmou Fernando Máximo e o pecuarista Bruno Scheid como pré-candidatos ao Senado. A cerimônia marcou o início da estruturação do palanque do PL em Rondônia para as eleições gerais de outubro.
A vantagem de Rogério se sustenta em faixas etárias mais maduras: entre eleitores de 46 a 60 anos, ele atinge 30,8%. O ponto de maior vulnerabilidade está no eleitorado jovem de 16 a 25 anos, onde o senador registra 26,7%, uma faixa que historicamente apresenta maior volatilidade nas preferências.
O que pode mudar até outubro
Apesar da liderança, o cenário tem elementos que impedem qualquer candidato de considerar a eleição encerrada. O elevado número de indecisos, aliado à margem de erro de 2,7% reportada pela pesquisa Phoenix de abril, indica que movimentações ainda são possíveis. Na 4ª pesquisa Phoenix, realizada entre 13 e 17 de abril, Rogério aparecia com 36,3% dos votos válidos, e Hildon Chaves, com 25,1%, sugerindo que em determinados cenários o segundo turno entre eles seria tecnicamente disputado.
As convenções partidárias, marcadas para o período de agosto, devem definir a composição final das chapas e eventuais coligações, que podem redistribuir forças de forma significativa. Adailton Fúria, por exemplo, conta com apoio do governador Marcos Rocha, o que lhe confere acesso a uma estrutura política considerável no interior do estado.
Porto Velho, como maior colégio eleitoral de Rondônia, tem peso decisivo no resultado. As obras e programas em andamento na capital, como o concurso da Guarda Municipal com salário de R$ 6.312,50 e a expansão da plataforma digital PVH+, fazem parte do esforço do prefeito Léo Moraes de manter a cidade em pauta mesmo sem disputar o governo estadual.
Fontes:
CNN Brasil, Poder360, O Observador, Rondoniaovivo
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
