A forma de procurar um imóvel residencial está mudando à medida que Boa Vista amplia sua oferta imobiliária e, para Guilherme Campos, empresário do setor imobiliário e agro, essa transformação precisa ser observada para além do número de empreendimentos disponíveis. Em 2026, o mercado da capital registrou recorde de vendas no primeiro trimestre, com mais de 1,5 mil unidades horizontais comercializadas e movimentação de R$ 206,4 milhões, segundo o 11º Censo do Mercado Imobiliário de Boa Vista.
Leia mais a seguir!
O que o comprador passou a procurar?
Escolher uma moradia envolve mais fatores do que metragem e número de quartos. Em um condomínio, o comprador também avalia o ambiente em que a residência está inserida, os acessos, a estrutura disponível e a relação do empreendimento com o restante da cidade. A proximidade de serviços, as condições das vias de acesso e a oferta de espaços de convivência também podem pesar na decisão, principalmente quando a intenção é permanecer no imóvel por muitos anos. Por isso, a análise tende a considerar não apenas a unidade residencial, mas todo o contexto no qual ela está inserida.
Esse comportamento acompanha uma tendência observada no mercado brasileiro. Levantamento nacional divulgado em agosto de 2026 mostrou que casas em condomínios fechados representavam 17% da intenção de compra entre os interessados em adquirir um imóvel. O dado ajuda a mostrar que esse formato de moradia ocupa uma parcela relevante das preferências de quem está avaliando uma compra. A escolha, porém, continua relacionada às necessidades de cada família, ao orçamento disponível e às características oferecidas pelo empreendimento.
De acordo com Guilherme Campos, empresário do setor imobiliário e agro, essa mudança exige que a análise de um imóvel considere o conjunto da proposta residencial. O endereço deixa de ser apenas uma referência e passa a fazer parte da experiência de morar. Nesse sentido, fatores como infraestrutura, organização dos espaços e facilidade de acesso ganham importância na comparação entre diferentes alternativas. Avaliar esses elementos antes da decisão pode ajudar o comprador a entender se o empreendimento realmente corresponde às necessidades que motivaram a busca por uma nova moradia.
Infraestrutura ganha peso na escolha
Guilherme Campos destaca que a expansão de empreendimentos residenciais também aumenta a importância da infraestrutura. Uma casa pode atender às necessidades de uma família, mas sua conveniência depende igualmente das condições encontradas no entorno. Isso significa que a avaliação de um imóvel precisa considerar aspectos que vão além da estrutura da própria residência, especialmente em regiões que passam por novas ocupações. Quanto mais uma área se desenvolve, maior tende a ser a necessidade de serviços e estruturas capazes de acompanhar o aumento da circulação de pessoas.

Acesso viário, drenagem, serviços públicos, comércio e proximidade de equipamentos urbanos são elementos que interferem na rotina. Em Boa Vista, intervenções recentes de mobilidade e drenagem mostram que a expansão urbana exige investimentos contínuos para acompanhar novas áreas de ocupação. A qualidade desses elementos pode influenciar desde o deslocamento diário dos moradores até a facilidade de acesso a serviços essenciais. Por isso, observar como a infraestrutura atual se comporta e quais melhorias estão sendo realizadas na região ajuda a construir uma avaliação mais completa antes da escolha do imóvel.
Segurança e convivência entram na decisão
Outro aspecto que ganha relevância é a forma como o espaço residencial organiza a convivência. Condomínios podem reunir áreas comuns, controle de acesso e espaços destinados ao lazer, criando uma configuração diferente daquela encontrada em uma residência isolada. Esses elementos podem atender a diferentes necessidades dos moradores e também influenciar a rotina dentro do empreendimento.
Essa estrutura, contudo, também envolve responsabilidades. Custos condominiais, regras de utilização, manutenção das áreas comuns e decisões coletivas fazem parte da experiência. Antes de comprar, é necessário entender não apenas o imóvel, mas também o funcionamento do empreendimento. O comprador precisa avaliar quais despesas estarão associadas à unidade e conhecer as normas que organizam o uso dos espaços coletivos. Segundo Guilherme Campos, essa análise ajuda a evitar que características inicialmente atrativas sejam avaliadas sem considerar os compromissos financeiros e as regras que acompanham a moradia.
O desenvolvedor imobiliário precisa considerar essa relação desde a concepção do projeto. Um condomínio não é apenas um conjunto de casas ou apartamentos. Seu planejamento determina como os moradores utilizarão os espaços e como o empreendimento se conectará à vizinhança. A definição dos acessos, das áreas comuns e da circulação interna interfere diretamente na organização do conjunto residencial. Por isso, pensar no empreendimento como parte da estrutura urbana também contribui para criar uma relação mais adequada entre os moradores, o condomínio e o entorno.
Para acompanhar análises sobre mercado imobiliário e desenvolvimento regional, siga Guilherme Campos no Instagram, em @guicamposvlg.
